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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A interpretação do belo de lugar para lugar
Antiguidade

A beleza teve um lugar considerável na filosofia e na evolução histórica da noção de arte. Uma questão fundamental sobre seu tema consiste em perguntar se o belo está na coisa ou no sujeito que o contempla, de tal maneira que a história das concepções da beleza parece flutuar de uma a outra dessas posições.
Os gregos, na Antiguidade, introduziram a primeira tese, pressupondo que o belo é uma característica das coisas belas e que certas proporções são belas por si mesmas. Os pitagóricos (século VI ao IV a.C.) descobriram que em todas as coisas há uma relação matemática, e, portanto, numérica. Não usavam o termo “beleza”, mas antes aquele de “harmonia”, que estava ligado ao número, à medida e à proporção. A sua concepção influenciou a arte grega e atingiu particularmente a música. Um outro fato do conhecimento dos pitagóricos era a relação do número de ouro, uma proporcionalidade que é encontrada na natureza e que também garante a harmonia das obras plásticas, quando entre o todo e a maior parte há a mesma relação que entre a maior e a menor parte, correspondendo a 1,618. É certo que os arquitetos e os escultores gregos empregavam esta relação nas suas criações.
Platão (428-347 a.C.), no diálogo Hípias Maior, visa responder à questão sobre o que é o belo, qual a sua essência, e o texto examina diversas possibilidades de definir o belo, como harmonia, em função do bem, e em função do prazer, e ao final é preciso admitir que nenhuma definição é suficiente. Essa indecisão é reconhecida no dito: “as coisas belas são difíceis”, que fecha o diálogo. O texto do Filebo indica que a beleza consiste na medida e na proporção. Nos diálogos posteriores, o belo é apresentado por Platão como ideia, que forma uma tríade com o bem e o verdadeiro. As coisas não são belas por si mesmas, mas são somente uma apresentação (aparência) da ideia do belo. O Fedro encara a beleza como a única, entre todas as ideias, que tem afinidade com as coisas visíveis, pois ela mesma oferece-se à visão e mostra-se com mais clareza no que é visível e atrai por si mesma o nosso amor; as outras ideias, ao contrário, são compreendidas através do nosso esforço. De modo que a clareza e a atração estão na própria essência da beleza. A beleza visível nos convida a uma mudança do olhar sobre as coisas e o mundo, semelhante à mudança que a filosofia nos conduz da percepção das coisas para a compreensão das suas essências (ideias). O Banquete menciona que a contemplação das coisas belas torna possível e prepara a ascensão da mente, como em escada, passando dos belos corpos à beleza dos corpos universalmente, depois às belas ocupações, às belas ciências, ao belo supranatural e, enfim, à essência (ideia) do belo.
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O belo pode ser interpretado de varias maneiras,porque cada um de nós temos um olhar diferente.Cada lugar tem a sua propria maneira de interpretar o belo, por exemplo:
Cada tribo tem a sua propria maneira de viver de se enfeitar e etc..
O que pode ser feio para nós pode ser bonito para as outras pessoas.
Bom cabe a nós respeitar as outras pessoas.
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sábado, 18 de junho de 2011

Ensinamento de Sócrates para a juventude.

Sócrates adotava sempre pelo diálogo, costumava iniciar uma conversação fazendo perguntas e obtendo dessa forma opiniões do interlocutor, que ele aparentemente aceitava. Depois, por meio de um interrogatório hábil, desenvolvia as opiniões originais da pessoa, mostrando a tolice e os absurdos das opiniões superficiais e levando e presumido possuidor da sabedoria a se desconcertar em face das conseqüências contraditórias ou absurdas das suas opiniões originais e a confessar o seu erro ou a sua incapacidade para alcançar uma conclusão satisfatória. Esta primeira parte do método de Sócrates destinada a levar o indivíduo à convicção do erro é a ironia. Depois, continuando a sua argumentação e partindo da opinião primitiva do interlocutor  desenvolvia a verdade completa. Sócrates deu a esta última parte a designação de maiêutica - a arte de fazer nascerem as idéias. É este o método que encontramos amplamente desenvolvido nos diálogos socráticos de Platão.
Há nos relacionamentos muitas informações que transmitimos para as pessoas com quem convivemos. Observemos se o que informamos amplia os laços de amizade e faz nossa convivência produtiva e com propósito de beneficiar não só aqueles que pertencem ao círculo de convívio, mas também outros que tenham conhecimento do que divulgamos. O Ideal seria se usássemos o ensinamento de Sócrates para aprimorar nossas relações de convívio com familiares, parceiros no ambiente de trabalho e outras pessoas nas mais diferentes situações de vida em sociedade.
Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito estimado pelo seu elevado conhecimento. 
      Um dia, um conhecido do grande filósofo aproximou-se dele e disse: 
      - Sócrates, sabe o que eu acabei de ouvir acerca daquele teu amigo? 
      Então, Sócrates respondeu:
     - Espere um momento. Antes que me digas alguma coisa, gostaria de te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo".
      - O que e isso, Sócrates?
      - Antes que me fales do meu amigo, talvez fosse uma boa ideia parar um momento e filtrar muito bem aquilo que vais dizer. A isso chamo de Filtro Triplo. 
      E continuou: 
      - O primeiro filtro é a VERDADE. Tens a certeza absoluta de que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro? O homem, balbuciante, respondeu:
      - Não, o que acontece é que eu ouvi dizer que...
      E Sócrates fuzilou:
     - Bem, se é assim, não sabes se é VERDADE. Passemos então ao segundo filtro, que é a BONDADE.  Responda-me agora: o que me vais dizer sobre o meu amigo é algo bom?
      - Não, muito pelo contrário...
      - Então, queres dizer-me algo mau sobre ele e, ainda por cima, nem sabes se é ou não verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes pelo terceiro filtro, que é a UTILIDADE. Por isso, me esclareça: o que me vais dizer sobre o meu amigo será útil para mim?
     -Não, acho que não...
E assim Sócrates concluiu: 
     - Bem, se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos verdadeiro, para que dizer-me.

USO DO FILTRO

    O ensinamento de Sócrates pode ser utilizado para filtrar o que as pessoas queiram nos dizer ou o que queremos dizer aos outros. 
    O que dizer pode representar questões pessoais ou episódios que tomamos conhecimento pelos mais diferentes meios de divulgação social. 
    Aplicar o filtro no que as pessoas queiram dizer poderá representar constrangimentos. Alguém chega e diz: 
     -- Quero lhe contar tal coisa.
     -- Espere um pouco agora vou aplicar o exame do triplo filtro de Sócrates.
     A conversa ficará um tanto quanto truncada e é até possível que a pessoa fique aborrecida. Se for alguém mais próximo, alguém com quem tenhamos um relacionamento próximo e franco, até pode ser. 
      A maior contribuição desse ensinamento diz respeito àquilo que pretendemos falar aos outros. Sobre isso temos total controle, não irá causar nenhum tipo de constrangimento e tampouco a pessoa que irá ouvir aquilo que dissermos terá a possibilidade de saber do uso do triplo filtro.

FILTRAR O QUE DIZER AOS OUTROS

Sócrates disse: tens a certeza absoluta de que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?

      Sempre que formos dizer alguma coisa sobre alguém é bastante interessante verificar se o que queremos dizer é verdade. Até que ponto a informação é verídica e não simplesmente cogitações ou meras suposições que possam estar circulando. Pior quando não passam de fofocas ou boatos. 
       Se chegarmos à conclusão que não há certeza absoluta sobre a verdade do que queremos dizer é melhor se calar, tampouco há necessidade de continuar com os demais filtros. Admitamos que depois de considerarmos o filtro da verdade concluamos não haver nenhuma dúvida depois de cuidadosa consulta a diversas fontes confiáveis. Nesse caso, aplicaremos o segundo filtro recomendado por Sócrates, o da bondade. 

Sócrates disse: responda-me o que vais dizer sobre o meu amigo é algo bom? 

       A bondade deve beneficiar aquele que é objeto da informação. Se representar dificuldade para a pessoa, como prejudicar a consideração que tenha no meio em que viva, deixemos de repercutir a informação.
        Quando há bondade a informação destaca aspectos positivos que favorecem. A crítica interessada em divulgar aspectos negativos deve ser considerada como ausência de bondade.
        Admitamos que a informação passe pelo crivo da verdade, passe também pelo crivo da bondade, pois a divulgação pode favorecer a pessoa focalizada, restará verificar se passa pelo terceiro filtro, o da utilidade. 

Sócrates disse: o que me vais dizer sobre o meu amigo será útil para mim?

        Se tivermos certeza que o que oferecemos como uma informação tenha utilidade e que a pessoa até agradeça, falemos. Mas calemos quando a informação não reunir nenhuma utilidade, será apenas perda de tempo.
       As oportunidades que temos para conversar com as pessoas são momentos preciosos, melhor preenchermos essas possibilidades com atitudes construtivas, ofereçamos sempre contribuições de valor.

domingo, 22 de maio de 2011

A importancia dos valores na formação moral dos jovens.

Cada família educa seus filhos de acordo com os valores que recebe e aperfeiçoa ao longo dos anos. Pois como já sabemos a sociedade e/ou grupos sociais educam seus filhos, sejam eles crianças, jovens ou adolescentes, para que seus costumes e sua cultura sejam eternizados e passados para as futuras gerações.
Os valores estão na base de todas as nossas ações isso já é um fato mais do que comprovado e afirmado pelos pesquisadores e pensadores do assunto.
Nos jovens, por exemplo, a expressão de valores filosóficos na base familiar é extremamente importante para a formação de suas características como seres humanos, ou seja, como serão na faze adulta.
Seguem-se abaixo alguns conceitos de valores, ética e moral.
 a) os valores representam nossas manifestações objetivas e subjetivas. Correspondem aos nossos sonhos e a nossa realidade.
b) valor: valentia; qualidade que faz estimável alguém ou algo; valia;. importância de determinada coisa; preço valia;. legitimidade, validade;. significado rigoroso de um termo.
c) valor:. qualidade;. força, vigor;. valentia;. esforço;. papel representativo de dinheiro. estimação validade importância; significação;. significado rigoroso de um termo.
d) valor: Designa em sentido muito amplo tudo aquilo que é bom, útil, positivo, ou algo que se deve realizar. Valores são também coisas como a Justiça, o Amor, o Prazer, a Solidariedade.

domingo, 17 de abril de 2011

CRIANÇAS DE REALENGO.

É com grande tristeza que escrevo essa mensagem. Não sou a única triste nesse país, somos milhões de brasileiros com um grande nó na garganta. A tragédia de Realengo deixou o país de luto e não é para menos. As cenas que passaram milhões de vezes na tv, nunca mais sairão de nossas mentes. Todo o horror, dor, desespero, aflição, marcou de maneira amarga nosso país, já tão marcado por todos os tipos de violência.  Eu senti uma vontade enorme de proteger todas as nossas crianças, são tão vulneráveis, tão inocentes, mas ao mesmo tempo tão fortes. Carregam dentro de si o futuro desse planeta, darão continuidade aos nossos acertos e desacertos. Esse fato horroroso, me fez olhar para nossas crianças, de maneira diferente. Olhar com atenção, respeito, ternura, mesmo para as crianças desconhecidas. Penso que isso deve estar acontecendo com outros brasileiros, não sou a única. Mas peço a Deus que esse sentimento não passe, que continue mesmo depois que os noticiários pararem de explorar ' a tragédia de Realengo'. E peço também que, se transforme em ação. Que cada lágrima derramada se torne em planejamentos voltados a proteger, amparar e cuidar, de maneira séria, de nossas crianças. Não vamos perder as esperanças. Nesse momento precisamos acreditar 'que o sol vai voltar a brilhar', que ainda vale a pena viver e que o mundo tem muitas pessoas boas. Que Deus proteja nossas crianças e a todos nós.Amém.

Reflexão

E UM DIA VOCÊ APRENDE QUE...
Veronica A. Shoffstall
Depois de algum tempo você aprende a sutil diferença
entre segurar uma mão e acorrentar uma alma,

E você aprende que amar não significa apoiar-se
e companhia não quer sempre dizer segurança,

E você começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.

E você começa a aceitar suas derrotas
com sua cabeça erguida e seus olhos adiante,
com a graça de adulto,  não a tristeza de uma criança,

E você aprende a construir todas as estradas hoje
porque o terreno de amanhã é demasiado incerto para planos,
e  futuro tem costume de cair em meio do vôo.
E depois de um tempo você aprende
que até mesmo a luz do sol queima se você ficar exposto por muito tempo.
Então você planta seu próprio jardim e enfeita sua própria alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que você realmente pode resistir...
que você realmente é forte e que você realmente tem valor
E você aprende e aprende...
com cada adeus, você aprende.